Peça é capital imobilizado. Cada componente que fica na prateleira sem ser usado é dinheiro que poderia estar sendo aplicado ou pago a fornecedores. Mas peça faltando na hora certa significa OS parada, cliente insatisfeito e técnico sem produzir.

O equilíbrio entre esses dois extremos é o que define a eficiência do estoque de uma assistência técnica — e ele não é tão difícil de alcançar quanto parece.

Por que o estoque escapa ao controle

Três comportamentos destroem o controle de estoque de assistências técnicas:

Categorize para controlar

Nem toda peça tem o mesmo comportamento de consumo. Uma boa categorização ajuda a definir estratégias diferentes para cada grupo:

🔄 Peças de alta rotatividade

Baterias, telas, conectores de carga — usadas quase diariamente. Manter estoque mínimo garantido. Reabastecer automaticamente quando atingir ponto de pedido.

📦 Peças de média rotatividade

Placas específicas, módulos de câmera — usadas algumas vezes por mês. Manter 2 a 3 unidades. Comprar sob demanda quando consumo acima da média.

🎯 Peças sob pedido

Componentes raros, peças de equipamentos antigos — comprar apenas quando a OS for aprovada. Não imobilizar capital em componente que talvez nunca seja usado.

⚠️ Peças obsoletas

Compradas para equipamentos que o mercado abandonou. Fazer inventário periódico para identificar e descartar (ou vender) antes que virem lixo de prateleira.

A lógica do estoque mínimo e ponto de pedido

Para peças de alta e média rotatividade, defina dois números por peça:

Exemplo: se você usa em média 3 telas por dia e o fornecedor demora 2 dias para entregar, seu estoque mínimo é 6 unidades, e seu ponto de pedido pode ser 10 (garantindo margem de segurança).

Vinculando peças às OS

Quando uma OS entra em execução, o técnico "reserva" as peças necessárias no sistema. Isso separa o estoque disponível do estoque comprometido — evitando a situação onde dois técnicos pegam a mesma peça e uma OS fica sem componente.

Inventário mensal: uma vez por mês, compare o estoque físico com o saldo do sistema. Qualquer diferença precisa ser investigada — seja peça perdida, seja peça usada sem registro. Esse hábito simples previne surpresas no final do trimestre.

O impacto no financeiro

Estoque bem controlado alimenta automaticamente o custo de peças em cada OS, o que por sua vez alimenta os relatórios de margem por serviço. Você passa a saber qual tipo de equipamento dá mais lucro e qual está drenando a margem por causa do custo elevado de peças.

Esse dado muda como você precifica, como você decide quais equipamentos aceitar e como você negocia com fornecedores.

Controle de estoque integrado ao ManuApp

Peças vinculadas às OS, baixa automática no estoque e relatórios de consumo por modelo.

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